Um dia, o dragão ascenderá aos céus, explorando incontáveis mundos. O dragão sou eu, e eu sou o dragão — Zhuang Ming.
Dinastia Dongsheng.
Huai’an, Cidade Farta.
Mansão, à beira do lago.
Ali estava um jovem de vestes brancas, sentado em uma cadeira de rodas, contemplando a água à sua frente.
No lago, incontáveis carpas de cor dourada e avermelhada nadavam, lembrando nuvens auspiciosas.
“Segundo os antigos registros, quando o lago abriga três mil e seiscentas carpas, pode-se obter um dragão.”
O jovem de branco suspirou suavemente, bateu levemente na coxa, mas não sentiu nada.
Seu rosto era pálido, o ar débil, claramente doentio. Por viver quase sempre recluso na mansão, raramente saía para fora, não sofria com o vento ou o sol, e a debilidade do corpo fazia seu sangue circular lentamente, tornando sua pele branca como a neve.
Chamava-se Zhuang Ming, tinha vinte e seis anos.
Seis anos atrás, começara do nada; agora, seus negócios prosperavam por todo o império Dongsheng, sendo já o homem mais rico entre as dezesseis províncias de Huai’an.
“Senhor.”
Quem se aproximou foi uma jovem de quinze ou dezesseis anos, de feições delicadas, que murmurou suavemente: “O banho medicinal está pronto.”
Zhuang Ming sorriu levemente, respondeu que sim, e logo voltou-se para a rocha ornamental ao lado, dizendo: “Yin Ming, leve-me de volta ao quarto.”
Atrás da rocha, surgiram duas figuras.
Ambos tinham traços semelhantes, mas temperamentos opostos.
Um era robusto, de costas largas, semblante resoluto, pele morena e expressão sisuda, chamado Qian Yang.
O outro tinha estatura mediana, nem alto nem baixo, corpo esguio