— Por favor, não importa se ele está vivo ou morto, deixe-me vê-lo só uma vez, está bem? — As lágrimas brilhavam nos olhos da jovem, cuja expressão de profunda fragilidade tocava o coração de quem a v
A capital, uma cidade vibrante e cheia de vida, onde pessoas de todas as origens se misturam, mas tudo é mantido em ordem exemplar. Entre todas as cidades, é a mais rica e próspera. Numa rua abarrotada de gente, bem no final dela, encontra-se um templo simples e sereno, repousando tranquilamente no extremo da via, observando silencioso a alegria e as risadas das pessoas que passam.
Dentro do templo, sentadas à mesa de madeira de sândalo, estão duas figuras: uma adulta e uma criança, saboreando um chá perfumado. A menina, ao ouvir a agitação do lado de fora, deixa seus grandes olhos brilharem de curiosidade, visivelmente fascinada pelo mundo além dos portões.
“Mestre, a rua está tão animada hoje!”
“Se eu contar os dias, hoje deve ser o Festival do Meio Outono.” A jovem pousou a xícara de chá e levantou o olhar para o exterior. Já faz cem anos que está entre os mortais, e ainda assim não há notícias dele. São mais de trezentos anos. Essa pequena também me acompanha há tanto tempo... quanto tempo, mesmo? Já não recordo.
“Mestre, mestre, em que está pensando?” A voz da menina interrompeu os pensamentos de Su Nuo.
“Yi Qiu, vamos dar uma volta pela rua.” Su Nuo se levantou e entrou em seus aposentos.
“Mestre, vamos mesmo sair?!” Yi Qiu, temendo que Su Nuo mudasse de ideia, correu até a porta do cômodo, espiando com cautela. Su Nuo, após ajustar o véu, saiu e pegou a mão da menina, conduzindo-a para a rua.
Mal saíram do templo, foram cercadas pelo burburinho dos vendedores, pelas chamadas dos donos de tavernas e pela miríade de mercador