Na era do declínio das leis, marés celestiais caíram sobre a terra e o fluxo espiritual começou a ressurgir. Quando os mitos retornaram ao mundo, Lu Yao percebeu de repente que a realidade era justame
Fuzhou, Avenida Central!
— Este maldito tempo está pior que uma sauna, vai acabar comigo! — resmungava Lu Yao, abanando-se com um maço grosso de panfletos que tinha nas mãos.
No calor sufocante da Avenida Central, os veículos iam e vinham sem parar, e a multidão de pedestres parecia não ter fim. O céu carregado de nuvens escuras anunciava uma chuva iminente. Apesar do sol estar encoberto, o calor abafado e úmido deixava todos ofegantes.
Ao redor, os carros soltavam fumaça, o chão estava úmido e escaldante. Lu Yao distribuía panfletos a quem cruzasse seu caminho, sem se importar quando viam pessoas jogando os papéis no lixo logo após recebê-los.
Fuzhou, embora próxima ao mar, era cercada por montanhas altas e tinha clima de monção subtropical. Devido ao efeito da bacia, os verões eram insuportavelmente quentes.
— Nesse calor infernal, o gerente safado me manda pra rua distribuir panfletos, enquanto ele fica no escritório paquerando as colegas. Capitalismo maldito!
Ao chegar a uma esquina sombreada, Lu Yao largou os panfletos, sentou-se sobre eles, colocou duas moedas na máquina automática e pegou uma garrafa de água mineral. Destampou-a e bebeu com sofreguidão.
— Que alívio... ah!
A água gelada desceu refrescando, aliviando o calor sufocante. Acendeu um cigarro e, com os olhos inquietos, observava as moças que passavam, soltando comentários baixos.
Depois de um tempo de devaneios, levantou-se, deu uns tapas no traseiro para tirar o pó e voltou ao trabalho. Não se atrevia a descansar muito, pois sabia que, se não cumpri