Wen Yuyu sabia que ela e Tan Yuci não pertenciam ao mesmo mundo. Ele era frio e indomável, no meio das estrelas que o cercavam, a garota apertando a barra da roupa perguntava se ele estava com frio ou
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Wen Yuyu nasceu em uma cidade central chamada Chao, conhecida por ser frequentemente atingida pela estação das chuvas monçônicas. Durante metade do ano, o céu de Chao permanece enevoado, úmido ao ponto de se conseguir extrair água apenas ao friccionar os dedos. As chuvas caem sem aviso, a qualquer hora e lugar, e Wen Yuyu aprendeu a sempre carregar um guarda-chuva, mesmo que fosse apenas para uma rápida ida à loja de conveniência a meio quilômetro de casa para comprar um frasco de molho de soja.
Assim que comprou o molho, do lado de fora da velha janela da loja, a chuva fina e silenciosa formava linhas escuras e intrincadas ao bater contra o vidro, criando pequenos caminhos sinuosos de água. A luz era fraca e silenciosa; o brilho úmido dos faróis dos carros, postes de luz e painéis de LED refletia nas ruas enlameadas, espelhando as luzes das casas ao redor, como em uma pintura impressionista de Monet.
O breve momento que deveria ser apenas para comprar o molho de soja ganhou uma pausa graças à chuva. O telefone tocou. Wen Yuyu deixou o molho sobre o balcão e, com um aceno sonolento ao atendente, saiu sozinha para fora da loja. Sob o som constante da chuva misturado ao barulho dos carros, ela atendeu nos últimos segundos.
A voz de Zhao Fengqing, sua mãe, soou do outro lado: “Yuyu, você comprou o molho de soja?” A voz feminina cortava a cortina úmida da chuva com clareza, chegando até Wen Yuyu. Ela lambeu os lábios secos, observando as gotas pingando no beiral, mas permaneceu em silêncio.
Zhao Fengqing não precisava de respostas; el