Renascendo no sul da Coreia, minha intenção era apenas levar a vida com tranquilidade e preguiça. Contudo, o sistema, ainda que tardio, finalmente chegou, desbloqueando a carreira de “grande líder”. P
— Ah, que sensação maravilhosa!
Esticando-se preguiçosamente, Li Zhenyu sentou-se ereto, deixando-se banhar pela luz dourada da manhã que entrava pela janela. Era o terceiro dia desde que perdera o emprego, resultado de sua recusa em se curvar à exploração capitalista e de trabalhar arduamente para satisfazer os caprichos de seu chefe. Mais uma vez, fora “honrosamente” demitido da empresa do porto. Era a sexta vez em apenas dois meses.
— Se eu me recusar a trabalhar, o chefe não vai conseguir trocar de carro todo ano, hehe...
Tocando o bolso e sentindo ali os trinta mil won, Li Zhenyu assentiu satisfeito:
— Dá para durar uma semana.
Num salto ágil, pulou da cama e caminhou em direção ao canto do quarto onde ficava sua “cozinha”. O apartamento de vinte metros quadrados era seu refúgio em Seul.
— Trabalhar duro a vida inteira... para quê?
Balançando a cabeça e rindo de si mesmo, Li Zhenyu encheu de água a panelinha. Pegou do armário três pacotes de miojo. Ferveu a água, acrescentou um tomate, um pouco de sal e, quando o tomate ficou macio, jogou os blocos de massa. Mexeu, deixando o caldo do tomate se fundir com o macarrão, fervendo por um minuto e meio. Quebrou um ovo, deixou cair direto na panela, furou com os palitinhos e mexeu rápido até formar fragmentos de ovo. Acrescentou o tempero do pacote, e então estava pronta uma perfeita refeição caseira.
— Slurp, slurp... — suspirou satisfeito. — Que aroma delicioso!
“Bip bip, carregamento concluído, sistema de autodesenvolvimento ativado, iniciando verificação...”
“